terça-feira, 12 de abril de 2011

De mãos não dadas

É bem verdade o que eu venho pensando mesmo. Talvez eu não esteja pronta pra nós dois, talvez eu não esteja pronta pra você e nem você pra mim. Talvez eu tenha nascido com esse dom de ser uma frigideira que não tem tampa mesmo! E você me faz achar isso cada vez mais. Por que beijos e abraços nem sempre são relacionamentos e encontros no fim de semana não são amor! E eu preciso dizer que eu preferia que você odiasse esse meu verdadeiro eu do que amasse esse alguém que eu não sou. Que eu faço só pra agradar, pra te agradar. Então essa é a hora em que eu sei que isso deve parar. Esse nós que vive de desencontro e de mãos não dadas.
E eu não consigo fazer piadas nesses quartos de hotéis e motéis. Eu tenho que conviver com essa história de jogar no Google essas palavras estranhas que mais parecem de outra época pra não parecer muito desentendida.  Eu tenho que sair de mim pra ser mais você. Eu não consigo ser espontânea ao ponto de te pedir um carinho, te pedir um beijo e dizer: chega mais pra cá! A verdade é que nós combinamos mais pelo gosto por cigarros, whisky e bandinhas alternativas do que por amor, sentimento, empatia ou por sermos nós mesmos. Você ainda nem sabe quem eu sou. Tudo que eu fui não sou eu. Eu não sei ser idiota nesses minutos e isso nunca me fez tanta falta. O que diabos somos nós dois?
Você vai me chamar pra tomar um vinho á dois sob o olhar de milhares de pessoas sem ter medo de sermos vistos como bandidos que acabaram de fugir da prisão? Ou você vai continuar a me deixar guardada a sete chaves na sua cabeça e no seu apartamento? Eis a questão, seja franco. Por que eu realmente não sei, eu não sei se nós somos ou não somos alguma coisa, não sei se seremos. Eu não sei se devo dar um basta ou se eu devo continuar andando nessa estrada de insegurança que esta nos levando a lugar em nenhum!
Mas é assim, toda vez, como um viciado, um drogado. Não tem cura. Esse prazer por não sermos nada, essa vontade de estar ai de vez em quando, mesmo sabendo que não deveria estar. Essa vontade de comer pizza a dois e beber long necks depois de uma noite inteira de musica e muita, mas muita bebida! Ai é que a vontade vem mesmo. Então, por favor me diz, pela ultima vez, o que nós dois somos? Além de sermos eu, você e nossos gostos parecidos. E eu sei que nós somos muito, mas juntos não somos nada.
Você diz que é medo de se entregar. É verdade que criamos escudos pra não se machucar. Nós vivemos armados nessa guerra. Por que eu já te acertei um tiro e outros vários. E você pode achar que não, mas eu já me feri também. E quem se machuca sempre quer remédio, a não ser que sejamos sado masoquistas. E foi ai que todos os leucócitos invadiram nossos corações nos fazendo dois doentes com medo de amar. E é por isso que não é amor. Não é afeto. Não é carinho. Não é nada além de papo furado na madrugada. É um ponto no universo sem sentido e sem direção. Sem função, sem porquê, nós dois vivemos a dois sem motivo nenhum. E então, qual vai ser?

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