terça-feira, 12 de abril de 2011

Ei, desculpa.

Desculpa? As pessoas dizem que não se deve pedir perdão por aquilo que não fez. Então, eu não fiz mas eu peço desculpas. Por não ter te ligado, não ter sentido tua falta, não ter te desejado sorte, não reclamar do teu novo corte de cabelo. Sei que desculpa não é uma borracha que sai apagando todos os erros e defeitos, não vai te trazer de volta. Desculpa por ter usado tantas borrachas achando que eu iria apagar de pouquinho em pouquinho todo esse borrão, desculpa por ter errado tanto e mesmo vendo teus olhos transbordando de dor ter errado de novo, e ainda assim, no fim das contas, tudo que eu fiz foi encarnar o Nando Reis todas as vezes, me queixando de estar atrasado, requerendo uma segunda chance, pra eu voltar a ser eu e errar contigo de novo. D-E-S-C-U-L-P-A!
Eu entendo sua boca calada, seus olhos fechados, suas poucas palavras frias. Eu entendo e não quero entender.  Eu sei de tudo, mais do que ninguém. Eu finjo que eu não sei, disfarço não entender suas queixas, desvio tua insatisfação com alguns carinhos... e faço assim só pra não ter que admitir pra nós dois que eu tenho sido ausente. E falo ausente pra não me crucificar ainda mais, suas palavras diriam na lata: escroto. Pois é, só eu entendo.  Assim como entendo que beijinhos e abraços não te farão me perdoar, e muito menos pedir desculpa, usando desculpas esfarrapadas, achando mil motivos pra colocar toda uma culpa em você que é completamente minha!
Te dizer que só fui assim por culpa tua, no fundo sabendo que isso não faz sentido nenhum! E por que eu faço isso? Se você mesma sabe que eu fui o errado da história... E é ai que eu te perco mais. Em cada pedido de perdão, por que neles eu demonstro quantas vezes eu fraquejei contigo, quantas vezes te deixei na mão. Mil pedidos de perdão = a um idiota que tem errado demasiadamente. E eu confesso aqui e agora que errei. Mesmo que na sua cara eu nunca tenha conseguido dizer isso. Por que, honestamente, é tão mais fácil aliviar nossa tensão colocando a culpa nos outros, mesmo que esses outros seja você. Desculpa.
Desculpa por ir e te deixar ir também. Posso ter perdido não quem eu mais amava, mas quem mais me amava, e nessas horas, não tão alegres, alguém que te ama pode fazer tanta diferença! Sei que não tenho o mínimo direito de pedir que você dê meia volta e me dê um sorriso mesmo que meia boca. Pedir, no mínimo, uma palavra não me parece justo, mas é verdade, eu nunca obedeci tuas regras, eu nunca segui a linha, é de praxe não fazer nada que você pede, então pode bater o pé ai, pode pedir pra eu não tirar esse teu sossego tão difícil de conquistar, eu to aqui outra vez, e uma de muitas... Ei, fala comigo!
Eu queria dizer que errar faz parte do meu eu antigo, te confessar que meus pedidos constantes de desculpa ficaram para trás. Eu queria mesmo dizer que eu te passei pra trás. Mas não, eu mesmo não entendo. Mesmo te ferindo, sendo a causa do teu travesseiro estar alagado de lagrimas, mesmo fazendo teu coração doer, ser a causa de te fazer perder noites de sono... eu bato na tua porta outra vez. Por que apesar de te fazer mal, eu continuo querendo te fazer bem, eu continuo querendo te amar, eu continuo te amando, de verdade, eu não sei dizer. Talvez seja por você ser a única que agüentou ser tão ferida assim, e no fim, ainda sobra amor pra dar.

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